sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A Arte da Irrigação: O Segredo para Orquídeas Radiantes em Estufas Quentes e Secas




A irrigação é, sem dúvida, um dos pilares mais cruciais no cultivo de orquídeas, especialmente em ambientes controlados como estufas, onde o calor e a secura podem desafiar até mesmo o mais experiente orquidófilo. A máxima "menos é mais" nunca foi tão verdadeira: é preferível que sua orquídea experimente uma leve sede do que se afogue em um substrato encharcado.

Em estufas com clima quente e seco, a necessidade de água é diária. No entanto, a irrigação vai muito além de simplesmente molhar a planta. É uma dança delicada entre a necessidade de hidratação e a sensibilidade das orquídeas, que exige atenção a detalhes como temperatura da água, qualidade, frequência e até mesmo a fase de desenvolvimento da planta.

A Dança da Água: Temperatura e Qualidade

A temperatura da água de irrigação é um fator frequentemente negligenciado, mas de suma importância. Imagine o choque que você sentiria ao mergulhar em uma piscina gelada em um dia quente de verão! As orquídeas também são sensíveis a mudanças bruscas de temperatura. A água fria pode causar estresse e até mesmo danificar as raízes, comprometendo a absorção de nutrientes e a saúde geral da planta.

Portanto, a regra de ouro é: a água de irrigação deve estar sempre à mesma temperatura do ambiente da estufa. Em dias mais frios, quando a diferença de temperatura entre a água da torneira e o interior da estufa é maior, a rega deve ser alternada, dia sim, dia não, para permitir que o substrato seque levemente entre as regas.

Outro fator crucial é a qualidade da água. O cloro presente na água da torneira pode ser prejudicial às orquídeas, interferindo na absorção de nutrientes e até mesmo queimando as raízes sensíveis. A solução é simples: deixe a água descansar em um recipiente aberto por 24 horas. Durante esse período, o cloro evapora, tornando a água segura para suas orquídeas.

A Harmonia com a Natureza: Orquídeas e o Ciclo da Chuva

As orquídeas são mestras em absorver a umidade do ar através de suas raízes, folhas e até mesmo dos pseudobulbos, que funcionam como reservatórios de água. Em períodos de chuva, quando a umidade dentro da estufa aumenta naturalmente, a necessidade de irrigação diminui consideravelmente.

Nesses momentos, basta manter o chão e as paredes da estufa úmidos para que suas orquídeas se beneficiem da umidade ambiente. Observar e respeitar o ciclo natural da água é fundamental para um cultivo harmonioso e sustentável.

A Sincronia com o Ciclo de Vida: Irrigação e as Fases da Orquídea

Assim como nós, as orquídeas têm diferentes necessidades de água ao longo de suas vidas. Durante a floração, quando a planta está em pleno esplendor, a demanda por água é menor. Uma leve pulverização diária é suficiente para manter a umidade e evitar que as flores desidratem prematuramente.

Por outro lado, orquídeas em fase de crescimento ativo, com brotos e raízes novas se desenvolvendo, precisam de regas mais frequentes e abundantes. A água é essencial para o crescimento celular e a formação de novos tecidos.

As orquídeas recém-plantadas também exigem cuidados especiais. Durante os primeiros 7 a 12 dias após o plantio, é recomendado evitar a rega para permitir que as raízes se adaptem ao novo substrato e cicatrizem eventuais ferimentos.

Além disso, a estrutura da planta também influencia na necessidade de água. Orquídeas com folhas finas e delicadas ou sem pseudobulbos tendem a perder água mais rapidamente e, portanto, precisam de regas mais frequentes do que aquelas com pseudobulbos grossos, que armazenam água de forma mais eficiente.

O Equilíbrio Perfeito: Evitando o Encharcamento

Um dos erros mais comuns no cultivo de orquídeas é o excesso de água. O substrato encharcado impede a circulação de ar nas raízes, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos e bactérias que podem levar ao apodrecimento e à morte da planta.

Portanto, é fundamental garantir que o substrato seque levemente entre as regas. Uma dica prática é inserir o dedo no substrato até a segunda falange. Se sentir umidade, a rega pode ser adiada. Se o substrato estiver seco, é hora de regar.

A Ciência por Trás da Irrigação: O que Dizem os Estudos

A importância da irrigação adequada para o cultivo de orquídeas é amplamente reconhecida pela comunidade científica. Diversos estudos demonstram o impacto da água na fisiologia, crescimento e floração dessas plantas fascinantes.

Um estudo publicado no Journal of Plant Physiology investigou o efeito da deficiência hídrica em orquídeas Phalaenopsis. Os pesquisadores observaram que a falta de água causa estresse oxidativo, reduz a fotossíntese e prejudica o desenvolvimento floral.

Outro estudo, publicado na Scientia Horticulturae, avaliou o impacto da frequência de irrigação no crescimento de orquídeas Dendrobium. Os resultados mostraram que a rega excessiva causa danos às raízes e reduz o crescimento da planta, enquanto a rega insuficiente limita a absorção de nutrientes e retarda o desenvolvimento.

Esses estudos reforçam a importância de encontrar o equilíbrio na irrigação, fornecendo água suficiente para suprir as necessidades da planta sem causar encharcamento. A observação constante do substrato e o ajuste da frequência de rega de acordo com as condições climáticas e a fase de desenvolvimento da orquídea são cruciais para o sucesso no cultivo.

Conclusão: A Irrigação como Arte e Ciência

A irrigação de orquídeas em estufas quentes e secas é uma combinação de arte e ciência. Requer sensibilidade para entender as necessidades da planta, conhecimento para aplicar as técnicas corretas e paciência para observar e ajustar a rega de acordo com as respostas da orquídea.

Ao dominar a arte da irrigação, você estará proporcionando às suas orquídeas o ambiente ideal para florescerem em todo o seu esplendor, transformando sua estufa em um verdadeiro paraíso tropical. Lembre-se: cada orquídea é única, e a observação atenta é a chave para decifrar suas necessidades individuais e garantir um cultivo bem-sucedido.

Com dedicação e cuidado, você será recompensado com a beleza exuberante e a fragrância inebriante dessas joias da natureza, que trarão vida e alegria ao seu espaço.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Adubo peters quais os tipos e suas aplicações

            Em um outro artigo eu mostrei algumas marcas de adubos de orquídeas que utilizei, e neste artigo quero esclarecer algumas coisas que achei que ficaram para trás no último artigo, só que ao invés de utilizar os vários adubos citados vou utilizar apenas o adubo peters, que é o adubo que a maioria das pessoas utiliza.
            Como eu sempre falo cuidar de orquídeas não é uma tarefa fácil, requer uma série de cuidados para que tenhamos sucesso com as nossas plantas, e um fator muito importante para termos sucesso é não relaxar com a adubação das plantas, porém, além de escolher a marca do adubo alguns cuidados devem ser tomados, digo isso por que muitas pessoas não tem o conhecimento de que existem adubos específicos para cada estágio das plantas, ou seja, existe um adubo para crescimento, manutenção e floração, e é isso que vou abordar neste artigo, quais são os adubos mais recomendados para cada um destes estágios.
            Primeiro vamos entender um pouco porque é importante adubar as orquídeas, na natureza as plantas normalmente ficam nos galhos de árvores no caso das plantas epífitas e no solo quando forem plantas terrestres, na árvore as plantas recebem nutrientes das folhas que caem próximo a elas, e com o tempo vão se acumulando e apodrecendo, gerando assim a adubação necessária para a planta, no solo funciona da mesma maneira, as folhas, o capim, vão acumulando gerando os nutrientes para estas plantas.
            O problema é que nós cultivamos as plantas em vasos ou cachepôs, e as plantas não têm mais acesso a estes nutrientes, por este motivo temos que repor artificialmente para que a planta possa crescer de uma forma saudável.
            Nesta postagem vou abordar somente o adubo peters, pois ele é o mais utilizado pelos orquidófilos, normalmente na embalagem vem com uma numeração que corresponde a composição do adubo, ex: NPK 20 – 20 – 20 , ou NPK 30 – 10 – 10, e cada um destes "códigos" tem uma aplicação específica. Primeiro vamos entender para que serve cada um destes elementos que compõe os adubos.
Nitrogênio (N): A grosso modo o nitrogênio tem ação na parte verde da planta, as folhas. É um dos principais componentes das proteínas vegetais, sem ele as plantas não podem realizar a fotossíntese nem a respiração. Atua no crescimento e nas brotações da planta. Sem nitrogênio, a planta não cresce normalmente, se torna pequena e com um menor número de folhas. A presença de folhas amareladas é um bom indício de falta de nitrogênio.

Fósforo (P): O fósforo atua principalmente na floração, no crescimento das raízes e na multiplicação das células, o fósforo é essencial às plantas e deve estar presente em uma forma inorgânica simples para que possa ser assimilado. Atraso no florescimento, flores quebradiças e pequeno número de flores são indícios de falta de fósforo.
Potássio (K): O potássio é essencial para o crescimento e responsável pelo equilíbrio de água nas plantas. Atua no tamanho e na qualidade das flores e na resistência á doenças e falta de água. Crescimento lento, raízes pouco desenvolvidas, caules fracos e muito flexíveis e formação de flores desenvolvidos são indícios de falta de potássio.
            Desta maneira fica um pouco mais fácil de entender o porquê de cada elemento na composição dos adubos, e por que é necessário utilizar diferentes adubos no cultivo de suas plantas. É importante saber identificar os estágios da planta para saber qual tipo de adubo é o melhor para utilizar. Por isso vou dividir a "vida" da orquídea em três estágios para ficar mais fácil, que é o de crescimento, desenvolvimento, e floração, assim podemos ver qual adubo é mais apropriado.

Adubo Peters para Crescimento (NPK 30-10-10), este adubo é mais indicado para o crescimento da planta, pois possui uma quantidade maior de nitrogênio, que é responsável por ajudar a planta a crescer, este adubo é utilizado até a planta ficar com um bom tamanho, com cerca de 3 à 4 folhas.
Adubo Peters para Manutenção (NPK 20-20-20), este adubo é recomendado quando a planta já é adulta, podemos notar que ele possui os quatro elementos iguais, o que mantem o equilíbrio e fornece todos os nutrientes de uma forma igualitária, e deve ser usado até um ou dois meses antes da floração da planta.
Adubo Peters para Floração (NPK 09-45-15), este adubo é mais indicado para a floração, pois ele contem uma quantidade maior de fósforo, que é responsável por contribuir com uma melhor floração, desta maneira um ou dois meses antes da floração a utilização deste adubo irá melhorar a floração das plantas.
            Seguindo estes passos será mais fácil obter melhores resultados com as plantas, pois cada adubo será aplicado no estágio certo da planta e isso fará bem a orquídea, lembrando que cada adubo deve ser aplicado unicamente, ou seja, quando a planta atingir a fase adulta não é mais necessário aplicar o adubo de crescimento, e passa-se a utilizar o adubo de manutenção até dois meses antes da floração, assim interrompe-se o uso do adubo de manutenção e utiliza-se somente o de floração, e após a floração volta-se a utilizar o de manutenção, e assim sucessivamente.

Dica: quando a planta ainda está florida já pode ser usado o adubo de manutenção.


            Espero ter tirado algumas dúvidas referente a utilização dos adubos nas orquídeas, qualquer dúvida estou a disposição para respondê-las.Aa

Abaxianthus

Abdominea

Acacallis

Acampe

Acanthephippium

Aceras

Aceratorchis

Acianthera

Acianthus

Acineta

Ackermania 

Acoridium

Acostaea

Acriopsis

Acrochaene

Acrolophia

Acrorchis

Ada

Adamantinia

AdenochilusAa

Abaxianthus

Abdominea

Acacallis

Acampe

Acanthephippium

Aceras

Aceratorchis

Acianthera

Acianthus

Acineta

Ackermania 

Acoridium

Acostaea

Acriopsis

Acrochaene

Acrolophia

Acrorchis

Ada

Adamantinia

Adenochilus

sábado, 28 de maio de 2016

Acanthephippium

Acanthephippium é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae).
A autoridade científica do género é Blume ex Endl., tendo sido publicado em Genera Plantarum 200. 1837.
É um género com doze espécies monopodiais e epífitas da subtribo Sarcanthinae. Estas orquídeas são terrestres e por vezes saprofíticas com hábito de desenvolvimento simpodial.
"Acanthephippium" deriva das palavras gregas: "acanthos" = "espinhoso" e "ephippion" = "sillín" "assento" - referindo-se à estrutura do labelo que assemelha a un selim.
Estas espécies simpodiais distribuem-se em zonas tropicais e subtropicais, desde a Índia, até à China e por Sul até à Malásia,Indonésia e Nova Guiné.Estas orquídeas terrestres alcançam uma altura de 80 cm. Têm rizomas curtos. Os oblongos e erectos pseudobulbos alcançam 25 cm de altura. Produzem 3 a 4 grandes folhas lanceoladas com nervuras paralelas, que alcançam um comprimento de 65 cm.
A inflorescência, erecta, sai lateralmente dos pseudobulbos, com 3 a 6 flores e rodeada de grandes brácteas glabras. As flores são grandes, com cerca de 4 cm, estriadas e em forma de urna ou taça, carnosas. Seu aspecto recorda uma tulipa, forma totalmente inusual numa orquídea.
As flores têm uma ampla gama de cores, desde um amarelo pálido a vermelho com sombras laranjas ou rosas e marcas em forma de raios ou pontos.
A floração liberta odores com uma forte fragrância.
A coluna é curta e carnosa, tendo dois polínios.
Este género é próximo dos géneros Calanthe, Phaius e Spathoglottis.

Espécies

Acanthephippium bicolor
Acanthephippium chrysoglossum
Acanthephippium curtisii
Acanthephippium eburneum
Acanthephippium gougahensis
Acanthephippium javanicum
Acanthephippium lilacinum
Acanthephippium mantinianum
Acanthephippium parviflorum
Acanthephippium splendidum

Acanthephippium sylhetense