Espécies,
por definição, são plantas oriundas da natureza e que são descritas por
taxonomistas. Nas orquídeas podem ocorrer variações naturais de uma
espécie, e assim
um terceiro termo
é adicionado após
a abreviação ‘var.’ (escrito em romano e em letras
minúsculas). É chamado de epíteto varietal e deve ser escrito em itálico e em
letras minúsculas. Como exemplo temos a
Cattleya
walkerianavar. alba, cujas flores são brancas.
Os
híbridos são plantas resultantes do cruzamento de espécies diferentes (do mesmo
gênero ou de gêneros distintos) e que podem ter origem natural ou induzida pelo
homem. Híbridos de origem natural, ou simplesmente híbridos naturais, são
cruzamentos realizados por agentes polinizadores presentes na natureza (insetos,
pássaros, entre outros)
enquanto que os
híbridos feitos pelo homem são
chamados de híbridos artificiais.
Quando espécies diferentes,
pertencentes a um mesmo gênero, são cruzadas naturalmente, origina-se um
híbrido que deverá seguir a nomenclatura oficial: após o gênero deve-se
acrescentar um ‘x’, indicando tratar-se de um híbrido. Exemplo: Cattleya x dolosa, que
é o resultado
do cruzamento de Cattleya walkeriana com Cattleya
loddigesii.
O
híbrido resultante do cruzamento entre espécies de gêneros diferentes é
indicado da seguinte
maneira: acrescenta-se um
‘x’ antes do
gênero (cujo nome resulta
da contração dos
gêneros envolvidos), acrescido
do epíteto específico. Exemplo: x
Laeliocattleya leeana‘Picardy’, é o híbrido resultante do cruzamento natural
entre Cattleya loddigesiix Laelia pumila.
Por serem as plantas mais hibridizadas pelo homem e conter o maior número de híbridos artificiais, as orquídeas seguem uma nomenclatura própria. No caso mais simples, a regra é retirarmos partes do nome de cada gênero envolvido no cruzamento para criar o nome do novo híbrido.
Por exemplo,
quando hibridizamos estes
três gêneros: Brassavola, Laelia e Cattleya,
temos um híbrido
cujo novo gênero
é chamado de ‘Brassolaeliocattleya’, ou
simplesmente é abreviado
com as letras
iniciais dos três gêneros: ‘Blc.’
Quando há muitos gêneros envolvidos no cruzamento, torna-se
inviável formar um nome com partes de cada um dos gêneros envolvidos,
principalmente pela dificuldade de pronuncia. Dessa forma, os híbridos
resultantes recebem um nome acrescido do sufixo ‘ara’.Por exemplo, o híbrido
resultante do cruzamento entre os gêneros Sophronitis, Laelia, Cattleyae
Brassavola recebeu o nome de Potinara, em homenagem a um orquidófilo famoso (no
caso Potin, acrescido da terminação ‘ara’).
As abreviações, tanto de híbridos como de espécies, também são
comuns e seguem as normas da Sociedade Real de Horticultura (RHS), escritas em
itálico e com ponto final. Assim, o híbrido ‘Ascocenda’ pode ser abreviado para
‘Ascda.’
Outro termo
utilizado para espécies
e híbridos de
orquídeas é o
epíteto ‘cultivar’ (= variedade cultivada). A nomenclatura deve seguir
as regras do ‘Código Internacional de
Nomenclatura Botânica para
Plantas Cultivadas’, sendo grafado
entre aspas simples.
Na orquidofilia, o
‘cultivar’ representa uma planta
de qualidade superior.
Como exemplo temos
a Blc. Malworth
‘Orchidglade’, que
representa o cultivar
de qualidade superior
dentre os vários híbridos de Blc.
Malworth. Além disso, plantas
que participam de
exposições oficiais apresentam referências a entidades que as
julgaram e a prêmios recebidos. Por exemplo, Blc. George King ‘Serendipity’
AM/AOS, onde AM/AOS significa Award of Merit (Honra ao Mérito), fornecido pela
American Orchid Society.
AMERICAN
ORCHID SOCIETY (AOS). Handbook on
judging and exhibition.
Delray Beach: American Orchid Society, 11th
edition, 2002.
ANARUMA,
F. Comentários sobre critérios
básicos para o
julgamento deorquídeas. Boletim da
Coordenadoria das Associações
Orquidófilas doBrasil (CAOB). Rio Claro – S.P., n.2, p. 29-37,
1993.
BARROS,
F.; KERBAUY, G.B.
et al. Orquidologia sul-americana: umacompilação cientifica. São Paulo: Secretaria de
Estado do Meio Ambiente,Instituto de Botânica, 2004. 192p.
BOLETIM
TÉCNICO. Instituto Biológico. Aspectos Fitossanitários dasOrquídeas.São Paulo, n.11, p. 5-51, 1998.







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