São cerca de 112
robustas espécies epífitas, de crescimento simpodial, dispersas pelas florestas
tropicais da América Latina, do México à Argentina, algumas espécies vivendo em
áreas mais secas, submetidas a mais insolação, outras mais sombrias e úmidas,
cerca de trinta espécies no Brasil. Existem desde o nível do mar até dois mil
metros de altitude, adaptam-se a praticamente todos os climas latino americanos
exceto áreas desérticas ou geladas.
John Lindley,
descreveu sua espécie tipo, a Cattleya labiata, que havia sido enviada para a
Inglaterra, em 1818, junto com em um lote de plantas brasileiras que até então
estavam sendo cultivadas por Cattleya.
Deste que foi estabelecido, o gênero
Cattleya apresentou trajetória regular, sem muitas alterações. Naturalmente,
como acontece em muitos outros gêneros de espécies variáveis, algumas espécies
longamente conhecidas sofreram alterações de nomes após descrições mais antigas
terem sido revisadas e esclarecidas. Outras espécies foram consideradas
espécies aceitas ou sinônimos em épocas variadas, por taxonomistas diversos,
algo que ainda hoje em certa medida acontece.
Recentemente quatro espécies da América
Central foram removidas de Cattleya e classificadas no gênero Guarianthe, e a
Cattleya araguaiensis passou a chamar-seCattleyella araguaiensis.
No ano de 1968
H.G.Jones transferiu algumas espécies de Laelia subseção Parviflorae,
litófitas, endêmicas dos estados deMinas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito
Santo, para o gênero Hoffmannseggella, como anteriormente sugerido por
Frederico Carlos Hoehne. Hoffmannseggella é um gênero botânico pertencente à
família dasorquídeas(Orchidaceae). Foi proposto H.G.Jones, em Acta Bot. Acad.
Sci. Hungar. XIV: 69, em 1968. A Hoffmannseggella cinnabarina é a espécie tipo
deste gênero, originalmente descrita como Laelia cinnabarina. Seu nome é uma
homenagem ao biólogo alemão Hoffmannsegg.
Posteriormente
todas as espécies deste grupo foram transferidas para Sophronitis com base em
dados de DNA , e ainda depois transferidas porVitorino Paiva Castro Neto eGuy
R. Chiron para Hoffmannseggella.
Em 2008, todas
as espécies de Hoffmannseggella foram transferidas para Cattleya por Cássio van
den Berg , passando portanto o gênero a sinonímia de Cattleya.
Pela aparência
podemos dividir grosseiramente suas espécies em dois grupos principais, as
bifoliadas e as unifoliadas.Além da óbvia diferença citada, as unifoliadas em
regra têm porte muito menor, seus pseudobulbos são ovalado-fusiformes e
lateralmente achatados, normalmente com menor quantidade de flores mas estas
bem maiores. Suas folhas também são maiores. As bifoliadas possuem pseudobulbos
cilíndricos que podem ultrapassar um metro de comprimento em algumas espécies,
e apresentam flores menores e mais estreitas, mas de modo geral em grande
quantidade e com mais substância. Suas folhas são menores e mais largas e
ovaladas.Todas possuem folhas coriáceas e, excetuados muito poucos casos, a
floração dá-se do alto do pseudobulbo a partir de uma espata. As flores, de até
10 cm de diâmetro, desabrocham de uma a vinte á partir de inflorescência que
emerge de um invólucro protetor chamado espata na base da folha. Durante o ano
todo há espécies floridas. Têm o labelo livre da coluna, em algumas trilobado,
e então abraçando a coluna, e em outras simples. Em todos os casos o labelo
costuma ser muito vistoso e colorido, muitas vezes apresentando cores diversas
dos demais segmentos florais. As flores apresentam quatro polínias e podem ser
muito perfumadas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário